A SOCIEDADE ACORDOU: HÁ DEZENAS DE HOMENS SOBRE UMA MULHER!

 

A mulher agoniza por sobrecarga de funções, papéis, expectativas, exigências, rótulos e afins, enquanto tenta se equilibrar numa sociedade já aquém de machista – uma sociedade, sim, hipócrita, por afirmar estar a caminho do equilíbrio, e cruel, por insistir numa igualdade que não existe, enquanto pesa sobre a mulher o ônus de tentar acertar uma equação que não tem lógica: não existe igualdade de gêneros! A natureza nos fala: não somos iguais em gêneros. Devemos, sim, ser iguais em direitos e complementares nos gêneros.
É imprescindível que identifiquemos o Ser Masculino e o Ser Feminino como são: diferentes e complementares. Sem este olhar, continuaremos a criar bestas, loucos e aberrações capazes de atrocidades como a que assistimos: pisotearam uma flor!
Esta flor não é só bela na forma: é perfeita como natureza. Inspira proteção, carinho, amparo e admiração. Reações contrárias são sinais de insanidade. Sim: a humanidade está insana!
Precisamos nos curar e o primeiro passo é o reconhecimento e a valorização do que somos: diferentes e complementares.
Mulher: permita-se ser, naturalmente ser! Sua dignidade é a sua força; sua delicadeza, o seu potencial; sua graça, a sua vitória.
Homem: honre o seu Ser! Seu caráter é a sua força; seu comprometimento, o seu potencial; sua atitude, a sua vitória.
Uma flor pisoteada não tem graça: tem cicatrizes! E se ela não for recebida como tal, uma flor, suas cicatrizes não fecham, seu perfume não exala, sua beleza não se revela.
Tiremos, pois, o peso extra sobre a mulher e veremos o valor da sua graça!
Busquemos, pois, o equilíbrio entre o masculino e o feminino e criaremos uma sociedade mais justa, equilibrada e humana.
E que viva a diferença, com toda sua força e esplendor!
CLÉLIA GORSKI – Jornalista e autora do livro Separada & Dividida.

Sobre Mitos e Heróis

Mitos e Herois

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Entre contas a pagar, trapaças a desviar e enganos a perdoar, temos nossos sonhos. Juntos a eles, talentos e esperança como ferramentas de trabalho para avançarmos na meta: chegar lá!

Mas, por que afinal nos perdemos no percurso? Por que, após abaixarmos a cabeça voltada para o céu para não tropeçamos nas pedras do caminho, não voltamos ao céu?

Algumas vezes, sim… outras vezes, não… E entre o sim e o não, o tempo caminha como um rio em direção ao mar: o infinito!

“Serás”… Será que no infinito eu vou chegar lá? Será que essas pedras – contas, trapaças e enganos – não vão continuar se amontoando impedindo a minha passagem para a minha meta?

É preciso pagar as contas. É preciso não permitir a trapaça. É preciso perdoar. Mas tão mais preciso será eu chegar lá…

E quando eu chegar… Quando eu chegar: eu poderei saber a diferença entre mitos e heróis.

E daí, quisera eu pudesse voltar para este mundo de limitações para dizer que é possível: o lá existe!

Mas, ah… disto eu tenha certeza: quem chega lá não volta. Quem chega lá é um herói… E heróis e mitos não coexistem. São apenas possibilidades de sermos um para deixarmos de sermos outro.

E aí reside o grande o motivo da vida: ser um Herói, matar o mito e vencer!

Clélia Gorski.
Jornalista e Escritora

 

 

Vazia, São Paulo apresenta-se em sua melhor forma

São Paulo Ponte Cidade Jardim

Ponte Cidade Jardim – Foto: Clélia Gorski

Alicerce de sonhos. É assim que me refiro a São Paulo aos que chegam para aqui construírem seus prédios, pontes, túneis ou avenidas pessoais e originais de histórias próprias e vitoriosas. Ou já não é por si só uma vitória abrir caminho nesta cidade de caos organizado?

E eu a amo e a respeito por isso! São Paulo humaniza e edifica caráter… Aos que argumentam falta de qualidade de vida, sinalizo: no topo da minha qualidade de vida estão as amizades e, por aqui, também cultivo boas e eternas.

Já são mais de duas décadas a mirar sol em cinza, horizonte entrecortado, poesia em poluição visual ou beleza pura…  E já está distante a minha própria imagem a andar a esmo na majestosa Avenida Paulista, recém-chegada do interior, boquiaberta com os arranha-céus, ensurdecida com o frenesi dos carros e maravilhada com a liberdade de ser: sim, por aqui, se é incógnita, se assim desejar, faça, vista ou diga (quase) o que quiser…

Agora, a passear por uma São Paulo vazia e diferente da habitual ,  mas autêntica em essência, eu me dei conta:  quão realizada sou por tê-la escolhido como o alicerce dos meus sonhos! E olhando-a assim, vazia, tenho certeza:  ainda há muito por fazer e viver por aqui… seja na construção de prédios, pontes, túneis ou avenidas, sempre tão próprias e originais…

Ei: Nós Precisamos Mudar!

Vela
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Não de direção, de ideologia, de religião, de país, de time, de profissão, de amor ou de crença: precisamos mudar o nosso coração.

Precisamos reconhecer em nós mesmos os vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja e realizar uma reforma íntima, tirando-os de nós.

Acredite: é deles a autoria dos males do mundo que rezamos, ajoelhamo-nos e acendemos uma vela para que acabem, enquanto nutrimos em nosso coração o combustível que os alimenta.

Não há como iluminarmos a humanidade sem acender cada um a sua luz.
Não há como desativarmos todas as bombas sem desativar cada um a sua de ira.
Não há como determos todas as mãos empunhadas de arma sem deter cada qual a sua própria de ofensa, maledicência, injúria ou desonra ao próximo.

Eu rezo ao desejar, ajoelho ao refletir e acendo uma vela ao tomar atitudes que eliminem todos os combustíveis dos males do mundo que eu possa nutrir em meu coração.

E que a minha vela acesa possa acender a sua, que possa acender a do seu próximo, que possa acender a humanidade inteira.

A Paz Começa Comigo! A Paz esteja entre Nós!

Clélia Gorski.
Jornalista e Escritora.

Gute Gute: Reflexões e Impressões de um Bebê na Barriga da Mãe

Gute Gute Capa

Livro de Silas Corrêa Leite nos inspira a imaginar o mundo de onde viemos e para o qual queremos, em algum momento de nossa vida, voltar: o útero materno.

Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório é um romance cuja originalidade nasce já no argumento de traçar linhas sobre fantasias, peripécias, experiências, sensações e impressões de um ser em gestação.

Pensar sobre esta primeira fase da experiência humana é inerente às questões sobre nossa existência: de onde viemos, por que viemos, do que somos feitos, para onde vamos? Contudo, embora imaginar o que acontece dentro de uma barriga em processo de gestação seja uma curiosidade comum, apontar caminhos e se arriscar palpites que viram frases e poesias é algo original e inspirador. Daí o subtítulo Barriga Experimental de Repertório: o autor reúne questionamentos sobre vocabulários, canções e sons que ouve de dentro da barriga da mãe e que servem para o ser como indicações sobre como será a “vida lá fora”.

Entre uma suposição e outra, o novo ser em gestação intuí: “Pílulas pra dormir. Tá. Tem pílulas pra existir também? Sobreviver lá fora deve ser um grande negócio. Ou é barra pesada? Ou tudo é rigorosamente regrado, regulado, normas e leis? Tudo lá fora é certinho, funciona direito e com precisão como um relógio?”. Ainda, para deixar tudo mais instigador, escreve sobre a possibilidade deste ser interagir com outros novos seres que encontra pelo caminho, numa sala de espera de um consultório médico, por exemplo: “- Você viu? Você viu?- O que é que tá pegando? O que é que foi, meu querido Príncipe Encantado…? – Aquela barriga ali… tem uma montoeira de guris, já pensou? – Quíntuplos? – Cinco ou mais. (…) – Você viu o tamanho da dona deles? – Uma jamanta”.

Gute Gute- Barriga Experimental de Repertório: excelente leitura sobre um olhar questionador do escritor e poeta Silas Corrêa Leite sobre um ser que ainda está para nascer.

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Livro: Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório, romance, 226 páginas.

Autor: Silas Corrêa Leite, poeta, blogueiro, professor, escritor

Editora: Autografia, RJ, 2015

www.editoraautografia.com.br

Fanpage: https://www.facebook.com/guteguteromancesilascorrealeite?fref=ts
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Clélia Gorski – Jornalista, publicitária e autora do livro Separada & Dividida (Novo Século)
Email: cleliagorski.livros@gmail.com Site: www.cleliagorski.wordpress.com

 

O melhor na atualidade: a liberdade em ser você

Fundo Mulher liberdade

Você é único! é o “obvio ululante”: ouvimos isto desde que não tínhamos nem consciência de quem éramos. À medida que crescíamos, no entanto, sentíamos não poder exercitar da melhor forma ou com total liberdade nosso estilo de ser, nossa originalidade, muito em virtude dos padrões de comportamentos estabelecidos por tradições, crenças ou interesses. Aí, sentíamos na pele o que Shakespeare tão bem sintetizou na frase “Ser ou não Ser: eis a questão”.

Novos tempos, novos hábitos e “eis a questão” que agora surge com o advento da tecnologia e o mar de oportunidades, caminhos e descobertas que é a Internet: nós ainda sentimos na pele (a frase do grande pensador é eterna e irretocável) a busca pela resposta para Ser ou Não Ser. Mas a boa notícia é que temos uma maior liberdade de escolha e mais condições de termos consciência disto. Porque, se a grande força de padrões de comportamentos do século XX foi a Comunicação de Massa, no Século XXI estamos vivendo a era da Comunicação Dirigida, onde a diversidade de meios e estilos de divulgar e publicar uma notícia ou opinião – que digam as mídias sociais – é imensa.

É certo que moram aí o perigo e o fato de haver muitas publicações rasas, imprecisas, incorretas e até irresponsáveis. Mas o que hoje quero chamar a atenção é para a força motriz da Internet no que diz respeito à liberdade de dar voz e compartilhar o ser: alto, baixo, magro, gordo, certinho, doido, casado, divorciado, pai, mãe, hetero, homo, dona de casa, dona do seu nariz, do seu cachorro ou da sua conta! Não importa: o importante é ser. E que seja do seu melhor jeito: único e original. Que boa é esta modernidade, não é mesmo?