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Gute Gute: Reflexões e Impressões de um Bebê na Barriga da Mãe

Gute Gute Capa

Livro de Silas Corrêa Leite nos inspira a imaginar o mundo de onde viemos e para o qual queremos, em algum momento de nossa vida, voltar: o útero materno.

Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório é um romance cuja originalidade nasce já no argumento de traçar linhas sobre fantasias, peripécias, experiências, sensações e impressões de um ser em gestação.

Pensar sobre esta primeira fase da experiência humana é inerente às questões sobre nossa existência: de onde viemos, por que viemos, do que somos feitos, para onde vamos? Contudo, embora imaginar o que acontece dentro de uma barriga em processo de gestação seja uma curiosidade comum, apontar caminhos e se arriscar palpites que viram frases e poesias é algo original e inspirador. Daí o subtítulo Barriga Experimental de Repertório: o autor reúne questionamentos sobre vocabulários, canções e sons que ouve de dentro da barriga da mãe e que servem para o ser como indicações sobre como será a “vida lá fora”.

Entre uma suposição e outra, o novo ser em gestação intuí: “Pílulas pra dormir. Tá. Tem pílulas pra existir também? Sobreviver lá fora deve ser um grande negócio. Ou é barra pesada? Ou tudo é rigorosamente regrado, regulado, normas e leis? Tudo lá fora é certinho, funciona direito e com precisão como um relógio?”. Ainda, para deixar tudo mais instigador, escreve sobre a possibilidade deste ser interagir com outros novos seres que encontra pelo caminho, numa sala de espera de um consultório médico, por exemplo: “- Você viu? Você viu?- O que é que tá pegando? O que é que foi, meu querido Príncipe Encantado…? – Aquela barriga ali… tem uma montoeira de guris, já pensou? – Quíntuplos? – Cinco ou mais. (…) – Você viu o tamanho da dona deles? – Uma jamanta”.

Gute Gute- Barriga Experimental de Repertório: excelente leitura sobre um olhar questionador do escritor e poeta Silas Corrêa Leite sobre um ser que ainda está para nascer.

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Livro: Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório, romance, 226 páginas.

Autor: Silas Corrêa Leite, poeta, blogueiro, professor, escritor

Editora: Autografia, RJ, 2015

www.editoraautografia.com.br

Fanpage: https://www.facebook.com/guteguteromancesilascorrealeite?fref=ts
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Clélia Gorski – Jornalista, publicitária e autora do livro Separada & Dividida (Novo Século)
Email: cleliagorski.livros@gmail.com Site: www.cleliagorski.wordpress.com

 

O melhor na atualidade: a liberdade em ser você

Fundo Mulher liberdade

Você é único! é o “obvio ululante”: ouvimos isto desde que não tínhamos nem consciência de quem éramos. À medida que crescíamos, no entanto, sentíamos não poder exercitar da melhor forma ou com total liberdade nosso estilo de ser, nossa originalidade, muito em virtude dos padrões de comportamentos estabelecidos por tradições, crenças ou interesses. Aí, sentíamos na pele o que Shakespeare tão bem sintetizou na frase “Ser ou não Ser: eis a questão”.

Novos tempos, novos hábitos e “eis a questão” que agora surge com o advento da tecnologia e o mar de oportunidades, caminhos e descobertas que é a Internet: nós ainda sentimos na pele (a frase do grande pensador é eterna e irretocável) a busca pela resposta para Ser ou Não Ser. Mas a boa notícia é que temos uma maior liberdade de escolha e mais condições de termos consciência disto. Porque, se a grande força de padrões de comportamentos do século XX foi a Comunicação de Massa, no Século XXI estamos vivendo a era da Comunicação Dirigida, onde a diversidade de meios e estilos de divulgar e publicar uma notícia ou opinião – que digam as mídias sociais – é imensa.

É certo que moram aí o perigo e o fato de haver muitas publicações rasas, imprecisas, incorretas e até irresponsáveis. Mas o que hoje quero chamar a atenção é para a força motriz da Internet no que diz respeito à liberdade de dar voz e compartilhar o ser: alto, baixo, magro, gordo, certinho, doido, casado, divorciado, pai, mãe, hetero, homo, dona de casa, dona do seu nariz, do seu cachorro ou da sua conta! Não importa: o importante é ser. E que seja do seu melhor jeito: único e original. Que boa é esta modernidade, não é mesmo?