Nobres casais e sua colcha retalhos

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Foto: By Pete Souza (White House (021913PS-0395)) [Public domain], <a href=”https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AMichelle_and_Barack_Obama.jpg”>via Wikimedia Commons</a>

Numa época em que as relações são descartáveis, amores fracos não toleram mais as pizzas das sextas à noite, os filmes nos sofás e o compartilhar, surge um homem chamado Barack Obama! Alguém aí acredita que a dupla Obama-Michelle não tenha os seus perrengues e que é o cafona-glamour-ostentação que sustenta a felicidade do casal? Pois eu posso apostar que é ali no dia a dia, entre perrengues saudáveis e privações e provações cotidianas que este amor se sustenta (repare na troca de olhares!). O resto é diversão . Necessária, vital e boa, mas diversão. Claro, todos adoramos, não? Afinal, a vida também é feita de diversão. Mas sempre com amor, por favor!

Enfim… e sim: Barack Obama é um nobre HOMEM e Michelle LaVaughn Robinson Obama, uma grande MULHER (nobres homens valorizam grandes mulheres!). Juntos, tecem a colcha que só Deus e eles sabem de quais e quantos retalhos compõem e o quanto os aquece (ainda que às vezes possa ficar um pezinho de fora e eles passem um pouquinho de frio. Coisas de casal…).

Por fim … e, de novo, sim: um brinde aos amores fortes e aos nobres casais!

Clélia Gorski – Jornalista e autora do livro “Separada & Dividida”.

COMO É TRISTE O NÃO SER!

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Algo sempre é. Uma pedra, uma árvore, uma identidade. Por si só, basta. E conhecemos de tal forma seu estado de ser que não há rótulos: há certezas. Mas o homem, dotado de seu livre arbítrio, diante da responsabilidade e do comprometimento de ser, opta, muitas vezes, por não ser. Impossível não ser? A que serviço se presta, então, a mentira? A que benefício serve a mentira? A quem convém a mentira, senão ao Não Ser? “Não é” é o homem que mente! Em palavras, estratégias, intenções ou ações. Ele “não é” como recurso de fuga ao que lhe compete assumir, enquanto vive na ilusão de ser, estar, existir. Ora, aquele que não é, não existe!

É a maior das tragédias! Quão miserável é fugir ao exercício de vida plena.

É a maior das loucuras! Quão insana é a negação da verdade.

É a maior solidão! Quão desintegrado permanece aquele que não é.

Enquanto isso: a chuva cai, o vento sopra, a terra gira. É a vida que segue altiva, apesar daquele que insiste em não existir. A ele, o meu mais profundo pesar: pois como é triste a sua opção por não ser!

Clélia Gorski

Jornalista e Autora do livro “Separada & Dividida”